
Apertou o tubo de borracha encardido e acendeu o isqueiro. A colher ferrugenta fervilhou. O sangue misturou-se com o preparado numa dança demoníaca. Os dentes rangeram quando a agulha rasgou a pele. Os espasmos do corpo davam sinais de que a sede estava, por agora, saciada. Aninhou-se no chão e embotou. Acordou com o choro do bebé que reclamava, também ele, um pouco de atenção.
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